Olá! Resolvi fazer um blog!
Por que resolvi fazer um, justo quando os blogs parecem estar em franco declínio, nesta fase das informações rápidas e curtas do twitter, ou quando metade do mundo possui um facebook?
Na realidade, ao contrário do que parece, os blogs estão crescendo novamente. Tenho visto alguns amigos e conhecidos criarem blogs sobre os temas mais diversos, com objetivos desde compartilhar os sofrimentos da luta pela aprovação em um concurso público até curiosidades do mundo da política e economia, passando pelas reflexões de uma mãe anônima que se desdobra no desafio de trabalhar e cuidar de seu filho de um ano.
Mas, obviamente, isso não é a razão para eu criar um blog. Eu diria que o fato de os blogs estarem “em alta” ultimamente é apenas uma motivação extra para escrever.
A razão verdadeira... não existe. Ou, se existe, eu ainda não identifiquei. Porém, como não acordei hoje determinado a criar um blog do nada, eu tenho alguns argumentos para isso.
1o argumento: Este não está sendo um ano comum.
Quando digo que este ano não está sendo um ano comum, não quer dizer que acredito que o mundo vai acabar em 2012; é bom deixar claro. Mas, inevitavelmente, há algo de diferente no ar... o mundo está mudando! Sempre esteve, mas desta vez essa mudança está mais palpável, eu diria.
Na minha cidade, Belo Horizonte, uma reação antipopular ao aumento vertiginoso do salario de vereadores foi capaz de mobilizar o veto e, pasmem, a manutenção do mesmo pelos próprios parlamentares. Cara, isso não é normal! (desculpem o coloquialismo) Isso é inédito por aqui. E o que há de mais inédito e surpreendente nesse episódio não é o final da história, com a derrubada do aumento imoral dos salários e o registro da fala debochada de alguns vereadores, tampouco a mobilização de mais de 3.000 pessoas no facebook, que pretendem a partir de agora fiscalizar de perto o que acontece na Câmara Municipal. O que me levou a crer que há algo de diferente acontecendo por aí a partir desse episódio é o simples fato de que “nunca antes na história desse país” a democracia participativa aconteceu.
É um fato singelo. Mas não é único.
O tempo está louco! No início desse ano choveu muito... não lembro de já ter visto tanta chuva na minha vida. Mais estranho do que esse dilúvio, aos meus olhos, foi o silêncio da mídia, tanto a intelectual quanto a social, em associar essas circunstâncias climáticas em todo o mundo a temas mais profundos e preocupantes, como aquecimento global, derretimento das calotas, explosões solares anormais, etc etc.
Tudo pareceu tão normal. Ou, melhor me expressando, tudo pareceu ocasional, como se São Pedro tivesse aumentado a vasão da torneira, ou neste ano excepcionalmente choveu-se mais e ponto.
No entanto, com os olhos vendados ou cerrados, é impossível não ver que este ano está sendo diferente por essa ou aqueloutra razão, e isso é um argumento digno de ser levado em conta para se criar um blog.
Não fosse o bastante, no final do ano passado fiquei extremamente curioso sobre a tese de alguns astrônomos independentes sobre a aproximação de um planeta ainda desconhecido, a orbitar pelo nosso sistema solar. O nome do famigerado planeta perdido (ou estrela anã, como querem alguns) é Nibirú, mas ele também pode ser identificado como Planeta X e outros codinomes assombrosos.
Acredita-se que Nibirú poderá trazer transformações profundas sobre a Terra, como o seu próprio fim. Mas, como já adiantei, não creio que este é o ano do fim dos tempos. Prefiro abraçar a opinião de um amigo segundo a qual a mera perspectiva de que algo irá acontecer este ano, segundo as previsões Maias, tem feito alguma diferença na vida das pessoas, tal como torná-las mais humanas, preocupadas com o Mundo e com as pessoas, ou, no mínimo, menos indiferentes aos rumos desse planeta (ou de sua cidade, família, dos animais).
Entretanto, isso é assunto para um post futuro. Por ora, se vocês querem continuar dormindo em paz, não procurem no Google informações sobre Nibirú (rsrs).
2o argumento: as ideias estão surgindo
Esse argumento é bem simples, portanto não tenho por que me demorar em explicações. Basta acrescentar que as ideias que estão “purupulando” na minha cabeça não estão encontrando espaço para se expressar em outros veículos, como conversa com amigos, posts no facebook, novas composições musicais. Cheguei então à conclusão de que as idéias precisam desembocar em algum lugar, e o canal ideal para lhes dar vazão é um blog.
3o argumento: algumas ideias estão me incomodando
Portanto, é preciso coloca-las urgentemente para fora. São temas que estão me cutucando muito, recentemente. Então, há uma premência maior de desabafa-las... já adianto que são assuntos profundos, polêmicos ou sem importância alguma.
4o argumento: um blog só é visitado por quem tem interesse
Ao contrário de outras redes sociais (como facebook ou twitter), as pessoas que visitarão meu blog serão aquelas que se interessarem realmente por seu conteúdo. Sei que nisso está o risco de ninguém visita-lo nunca, mas é um risco bom de se viver. Mesmo porque, se estiver horrível, devo admitir que é mesmo melhor que ninguém apareça ou retorne. Assim, a continuidade do blog está condicionada a ele mesmo, aos rumos que tomar, e não ao meu capricho de mantê-lo sem propósito algum.
Bom, esses são os argumentos que me convenceram hoje a criar um blog. Fique à vontade para visita-lo sempre, bem como para deixar comentários, críticas ou sugestões.
Quanto ao título do blog, quero registrar que não me surgiu um melhor. Então, podem avaliar francamente... pode ser mudado a qualquer tempo! Já o endereço do site vai ter que ser esse mesmo (rs).
Espero que, com o tempo, as razões para se criar este blog fiquem evidenciadas, pois uma razão arraigada no coração é sempre mais forte do que argumentos que convencem, apenas, uma frágil “razão”.
Até o próximo...